Confunda o inimigo
- 22 de jul. de 2016
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CONFUNDA O INIMIGO
Disse Sun Tzu:
"Toda operação militar tem o logro como base. Por isso, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes; ao utilizar nossas forças, devemos parecer inativos; quando estivermos perto, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe: quando longe, devemos fazê-los acreditar que estamos perto. Preparar iscas para atrair o inimigo. Fingir desorganização e esmagá-lo. Se ele está protegido em todos os pontos, esteja preparado para isso. Se ele tem forças superiores, evite-o. Se o seu adversário é de temperamento irascível, procure irritá-lo. Finja estar fraco e ele se tornará arrogante. Se ele estiver tranqüilo, não lhe dê sossego. Se suas forças estão unidas, separe-as. Ataque-o onde ele se mostrar despreparado, apareça quando não estiver sendo esperado" (2:19).
No campo militar, a surpresa é fundamental. Se o inimigo conhecesse a real situação do seu oponente, dificilmente perderia a batalha. Do mesmo modo, se a estratégia for um mistério, adversário algum conseguirá se preparar para reagir ao ataque. Numa batalha, obtem-se uma expressiva vantagem se o inimigo somente reagir depois de atacado, pois estará debilitado.
Michaelson, analizando a obra de Sun Tzu, afirma que devemos planejar surpresas, pois estas são a melhor maneira de se obter o domínio psicológico e de se negar a iniciativa do seu opositor (4:63).
Na área empresarial, muito se tem investido em segurança da informação, especialmente quando se trata de resguardar os segredos relativos a pesquisa de novas tecnologias, como forma de potencializar o fator surpresa.
A sabedoria popular nos diz que: “o segredo é a alma do negócio !” e, de fato, não há porque se expor os pontos fracos da empresa, de forma que a concorrência não venha a fazer uso dessa informação em suas estratégias, assim como não é aconselhável que a concorrência conheça bem as nossas possibilidades, para que não ocorra que ela se antecipe aos nossos lançamentos ou ações.

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